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Bispos da Amazônia se reúnem com Ministra dos Direitos Humanos para discutir violência e violações na região

Outro ponto central da discussão foi o avanço do trabalho análogo à escravidão, especialmente no garimpo ilegal e na pecuária.

Bispos da Amazônia se reúnem com Ministra dos Direitos Humanos para discutir violência e violações na região
Foto reprodução Repam Brasil
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Nessa quarta-feira, 02, uma comitiva de bispos da Amazônia esteve com a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. A reunião contou com a presença de Dom Evaristo Spengler, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), Dom Pedro Brito, vice-presidente, Dom Ionilton Lisboa, secretário da organização, Irmã Irene Lopes, secretária executiva, além do assessor da REPAM-Brasil, Melillo Dinis. O encontro reforçou a urgência de ações concretas diante da crescente violência no campo, nas florestas e nas águas da Amazônia.

A presidência da REPAM apresentou um panorama alarmante sobre os conflitos agrários na região, destacando a criminalização das lideranças comunitárias, ameaças de morte e a expulsão de famílias de seus territórios. Além disso, denunciaram a iminência de despejos em diversas comunidades e a impunidade nos assassinatos de lideranças camponesas e indígenas.

Outro ponto central da discussão foi o avanço do trabalho análogo à escravidão, especialmente no garimpo ilegal e na pecuária. O número de pessoas resgatadas dessas condições tem aumentado, evidenciando a fragilidade das políticas de fiscalização e combate a essas práticas.

Os bispos também relataram o crescimento das pressões ilícitas sobre defensores de direitos humanos e ambientais, a escalada da exploração e abuso sexual, além da presença de por facções criminosas e a vulnerabilidade das comunidades quilombolas e de assentamentos de trabalhadores sem-terra, frequentemente ameaçadas por patrulhas rurais que operam à margem da lei.

Além das denúncias, a reunião reafirmou a necessidade de fortalecer o diálogo entre a REPAM e o Ministério dos Direitos Humanos. Entre as prioridades discutidas estão o enfrentamento ao tráfico humano, o fortalecimento da rede de proteção a crianças e adolescentes no Marajó e a retomada do programa Escola de Conselhos, que visa capacitar conselheiros tutelares para lidar com as graves violações que afetam a juventude amazônica.

A REPAM segue comprometida com a defesa dos povos e territórios da Amazônia, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir justiça, dignidade e proteção às comunidades que há séculos preservam a floresta.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações Repam Brasil
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