Na Missa esta quarta-feira (06/05) na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa dirigiu seu pensamento aos agentes dos meios de comunicação que neste tempo de pandemia trabalham e correm muitos riscos. Na homilia, exortou a deixar-nos iluminar, por Jesus, as trevas que temos dentro de nós, os vícios, o espírito mundano, a soberba, para que sua luz entre e nos salve: “Não tenhamos medo do Senhor, é muito bom, é manso, é próximo de nós. Veio para salvar-nos. Não tenhamos medo da luz de Jesus”

 

"Às operações econômicas que danificam a Amazônia  há que rotulá-las com o nome devido: injustiça e crime”

 “É preciso indignar-se".

(Papa Francisco - Querida Amazônia, 14-15)

 

Nós bispos da Amazônia, diante do avanço descontrolado da COVID 19 no Brasil, especialmente na Amazônia, manifestamos nossa imensa preocupação e exigimos maior atenção dos governos federal e estaduais à essa enfermidade que cada vez mais se alastra nesta região. Os povos da Amazônia reclamam das autoridades uma atenção especial para que sua vida não seja ainda mais violentada. O índice de letalidade é um dos maiores do país e a sociedade já assiste ao colapso dos sistemas de saúde nas principais cidades, como Manaus e Belém. As estatísticas veiculadas pelos meios de comunicação não correspondem à realidade. A testagem é insuficiente para saber a real expansão do vírus. Muita gente com evidentes sintomas da doença morre em casa sem assistência médica e acesso a um hospital.

Faleceu ontem, 15 de abril, dom Aldo Mongiano, bispo emérito de Roraima. Nascido em 1º de novembro de 1919, ingressou no Instituto dos Missionários da Consolata, sendo ordenado padre em 3 de junho de 1943. Em 1975, foi nomeado bispo da então Prelazia de Roraima, tendo sido ordenado em 5 de outubro do mesmo ano. Ficou à frente daquela igreja particular até 1996. Emérito, optou por residir na Itália, junto aos seus confrades.

O objetivo é estimular a solidariedade, a começar pela arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza.

CNBB lança no domingo de Páscoa ação para estimular a solidariedade, a começar pela arrecadação de alimentos e produtos de higiene. A mobilização quer fortalecer ainda mais as muitas iniciativas solidárias em todo o país, diante da pandemia da covid-19

Sensível ao cenário de instabilidade da população, em especial das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) soma-se às muitas iniciativas de solidariedade já em curso no país. O objetivo é estimular a arrecadação de alimentos, produtos de higiene e proteção sanitária. Quer ainda estimular as inúmeras formas de ajuda às pessoas também no campo religioso, humano e emocional.

A Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil, que tem o slogan É tempo de cuidar, é uma convocação para que se multipliquem os gestos solidários nas comunidades, nos setores da indústria e do comércio e nas famílias; todos sensíveis às situações de extrema vulnerabilidade em que se encontra grande parcela da população brasileira, como as pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados, as que vivem em moradias precárias, além dos desempregados/as e trabalhadores/as informais, que neste momento tem suas fontes de renda fortemente afetadas.

“Agora, mais do que nunca, solidariedade é o selo de autenticidade da vida dos verdadeiros cristãos, o indispensável compromisso cidadão, a tarefa primeira dos governantes, a conversão dos ricos, a nova compreensão para inaugurar o tempo novo que está sendo exigido de todos, o único novo caminho para a paz e para o equilíbrio que o planeta precisa urgentemente, a única prática política, o novo jeito de ser humanidade. Solidariedade é a praça de encontro de todos, iguais, para respeitar a dignidade humana, superar os vergonhosos cenários de pobreza e exclusão, a trilha única dos lúcidos e servidores em busca do reencontro de uma ordem nova, social, política e econômica, fazendo valer a vida como dom e compromisso de cada um! Seja solidário, é inteligente, é desenvolvimento integral, é o selo de autenticidade da fé professada, é a nova cidadania”, afirmou o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

A Cáritas Brasileira, organismo da CNBB, está atuando para orientar arquidioceses, dioceses, paróquias e comunidades a respeito dos protocolos de segurança para que as doações sejam recebidas e entregues de maneira adequada, neste momento de risco de contaminação pelo coronavírus. 

Enquanto durar o distanciamento social, as comunidades católicas poderão receber doações destinadas às pessoas e famílias necessitadas. “Estamos vivendo um tempo muito difícil no Brasil e no mundo, um momento de sofrimento. A Cáritas tem como objetivo valorizar e resgatar a vida. É com esse sentimento que  participamos da Ação Solidária Emergencial ‘É tempo de cuidar’”, afirma o diretor executivo da Cáritas Brasileira, Carlos Humberto Campos.

Mobilização social - A Ação Solidária Emergencial contará com uma mobilização nas redes sociais com o slogan “É tempo de cuidar”. Em sintonia com a proposta da Campanha da Fraternidade 2020, a iniciativa mantém a inspiração bíblica do evangelho de São Lucas 10, 33-34: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. 

A mobilização vai incentivar que as pessoas gravem vídeos de 15 segundos ou façam fotos das ações realizadas de forma comunitária ou individual e postem nos stories do Facebook e Instagram marcando a CNBB (@CNBBnacional) e a Cáritas Brasileira (@CaritasBrasileira) e colocando a hashtag #TempodeCuidar. 

Entendendo que a pandemia traz uma situação de instabilidade duradoura, a iniciativa quer ser um instrumento para gerar mobilização, reflexão, esperança e incentivo ao cuidado coletivo.

O material com orientações sobre a organização da Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil, bem como os materiais de divulgação, estarão disponíveis nos sites cnbb.org.br e caritas.org.br.